Mercado já puniu demais as ações do Itaú, aponta Ágora

Os investidores têm se questionado sobre o setor com a expectativa do fim do benefício fiscal de juros sobre capital próprio (JCP) e discussões sobre as taxas de juros para o rotativo dos cartões de crédito (Imagem: Gustavo Kahil/ Dinheirama)

O mercado já precificou os riscos esperados para o Itaú (ITUB4) e para o setor financeiro, avaliam os analistas da Ágora Investimentos.

Os investidores têm se questionado sobre o setor com a expectativa do fim do benefício fiscal de juros sobre capital próprio (JCP) e discussões sobre as taxas de juros para o rotativo dos cartões de crédito.

“Contudo, queremos ressaltar aos investidores que esses principais riscos já parecem precificados para o Itaú”, explicam os analistas Gustavo Schroden e Renato Chanes.

Eles calculam que o preço atual da ação seja equivalente a 1,3 vez o seu valor patrimonial (P/VPA), o que implica num retorno sobre o valor investido (ROE, Return on Equity), de 15,1%.

Enquanto isso, o potencial fim do benefício fiscal de juros sobre capital e as mudanças nas taxas para o rotativo impactaria a previsão de lucro líquido para 2024 em R$ 8,2 bilhões, para R$ 31,9 bilhões, equivalente a um ROE de 16,3%.

Ou seja, isso ficaria ainda 1,2 ponto percentual acima do ROE implícito ao preço atual das ações.

“Como tal, acreditamos que os principais riscos no radar estão provavelmente precificados”, apontam Schroden e Chanes.

Descontos

Além disso, o Itaú é negociado a um múltiplo de um preço sobre o valor patrimonial por ação (P/VPA) de 1,5 vez e de 6,7 vezes para o preço sobre o lucro (P/L) de 6,7 vezes.

Isso corresponde a descontos de 24% e 29% em relação à média histórica e 9% e 7% abaixo de um desvio padrão, respectivamente.

Além disso, a Ágora alerta que as ações estão sendo negociadas com descontos de 31% e 25% em relação à média dos ciclos anteriores de flexibilização da Selic em 2011 – 2012 e 2016–2018, respectivamente.

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