PIB despenca e Brasil tem pior resultado em 25 anos

Como esperado pelo mercado, o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2015 foi decepcionante. A retração de 3,8% em relação a 2014 apontada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi o pior resultado apresentado desde que a atual série histórica passou a ser apresentada, em 1996.

Considerando a série anterior, é o pior desempenho desde 1990 durante o governo Collor, quando o recuo do PIB chegou a 4,3%.

Acompanhe abaixo gráfico que aponta a evolução do PIB no Brasil entre os anos de 2010 à 2015 (Fonte: globo.com).

Entre os setores pesquisados, somente o setor agropecuário cresceu em 2015, alta de 1,8% em relação 2014. Os números da indústria foram negativos com queda de 6,2% muito por conta da retração de quase 8% do setor de construção.

Desconfiança e falta de perspectiva no futuro

O resultado negativo do PIB também sofreu influência da queda dos investimentos. A retração na formação bruta de capital fixo de 14,1% foi atribuída principalmente à queda da produção interna e da importação de bens de capital.

No ano anterior, o recuo havia sido bem menor, de 4,5%, ainda assim número considerado expressivo. Com isso, a taxa de investimento caiu de 20,2% em 2014 para 18,2% do PIB, no ano seguinte.

Entre os fatores que reduziram a confiança do setor privado para investir estão a falta de perspectiva de recuperação da economia, os maiores custos de financiamento e a própria incerteza política com possíveis desdobramentos ainda mais significativos a partir de novas delações de diretores de empresas envolvidas em denúncias de corrupção e políticos.

Já o consumo do governo que inclui as esferas municipais, estaduais e o governo federal apresentou, por sua vez, queda de 1% em 2015. O ano foi marcado por significativa queda de arrecadação e cortes de despesa em diversas esferas.

De acordo com a última projeção divulgada no boletim Focus do Banco Central os economistas consultados apontam nova retração de aproximadamente 3% em 2016, com inflação de 7%. Vamos acompanhar.

Foto “PIB”, Shutterstock

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